Gastrónomo e co-autor do blogue “Mesa Marcada”.
Convém que sejam “biológicos”, pelo menos “artesanais”, “de “pequenos produtores locais”, pelo menos “nacionais”, com pouca ou nenhuma “pegada ecológica”, de “quilómetro zero”, pelo menos “de proximidade”, que “respeitem o ambiente” e as “tradições” regionais também, “sustentáveis”, “saudáveis”, “socialmente responsáveis”…Quando hoje se abre um restaurante, ou mesmo numa simples renovação de cardápio, quando um novo chefe assume funções, parece que a principal preocupação é informar as características dos produtos que vai apresentar nos seus pratos. Todas elas muito válidas, sublinhe-se. Mas talvez seja de perguntar: como é que esses virtuosos produtos vão afinal ser cozinhados?
Para quem, como é o meu caso, apanhou em cheio a revolução da vanguarda dos finais dos anos 90 e início dos 2000, que ainda se lembra vagamente…
