Quando comecei a escrever sobre vinhos, enquanto amador entusiasta, em meados da década de 1990, o mundo do vinho era bem diferente. Certamente o era no Reino Unido, um grande ‘hub’ para vinhos caros, onde os vinhos de topo eram uma noção restrita a França, Itália, partes de Espanha (principalmente Rioja), Vinho do Porto e os exemplares mais chiques de Napa, Califórnia. Era um clube, e subsistia toda uma indústria construída em torno desses vinhos, da sua guarda e comércio. Era inteiramente possível trabalhar como vendedor para clientes privados num comerciante londrino de vinhos e não saber nada sobre os vinhos exteriores àqueles limites.
Atualmente, o mundo do vinho é muito mais amplo. Vinhos que — por qualquer definição sensata — seriam classificados como de ‘topo’ são feitos em muitos…
