PARA A MESA
A casta Fernão Pires é a mais expressiva do Tejo, ocupando 30% de toda a superfície vitícola regional, que ronda 12.000 ha. É, aliás, a mais plantada na reestruturação das vinhas, com 350 hectares de um total de 1.500 hectares.
Nos três terrois do Tejo, a variedade assume comportamentos distintos. No Campo, que ladeia as margens do rio, o solo é altamente fértil; aqui, domina a Fernão Pires. A sul do rio, na margem esquerda, a Charneca apresenta solos arenosos, menos férteis, com boa drenagem, e temperaturas mais elevadas, naturalmente menos favorável à produção de brancos. Finalmente, o Bairro, na margem direita, após os solos férteis de aluvião, emergem solos argilo-calcários, onde a Fernão Pires é menos expressiva.
Com esta interpretação da variedade, com maceração a frio…
