Nas duas visitas fui recebido por um simpático enólogo, chamado Francisco Baettig e é dele que quero falar. Em nenhum momento (e foram visitas longas, com amplas degustações) Baettig se arrogou a autoria dos vinhos (participou também, decisivamente de Seña e de Viñedo Chadwick), pois era claro que se sentia parte de uma equipe, que englobava os responsáveis pelos vinhedos, pela análise dos solos, pelos blends e até pela tonelaria.
Vivemos, no século 20, o auge dos chefs estrelas, como se fossem roqueiros famosos, que perderam bastante brilho quando Ferrán Adrià se aposentou. Agora há a ameaça de entrarmos na temporada dos enólogos superstars. Fiquei pensando, só para citar algumas casas centenárias, quem é o enólogo de châteaux como Lafite-Rothschild, Cos d’Estournel, Palmer, ou dos grandes Portos? Sāo equipes, com…
