Um dos grandes exemplos é o Chile, que criou vínculo indissolúvel com a Carménère, apesar de, na opinião desse colunista, não ser a melhor uva deles. O mesmo aconteceu com a Malbec na Argentina, a Tannat no Uruguai, entre outros exemplos mundo afora. Claro que eles produzem, sim, vinhos de qualidade, mas será que essa ligação visceral não estará impregnada de interesses comerciais também?
Voltando ao tema principal da coluna, não considero a Merlot uma uva ícone brasileira, mesmo sabendo de vinhos grandiosos, como o Calhaus, da Vinícola Terragnolo, ou conhecendo o DNA 99, da Pizzato. Não acredito que o vinho brasileiro possa ser simplificado a somente uma uva. Somos um país continental, com belíssimos trabalhos sendo realizados, desde o Vale do São Francisco até a Campanha Gaúcha, passando por…
