“INICIALMENTE, MEU PAI, COMO rebelde que era, foge da tradição. Meu avô queria que ele ficasse na agronomia, mas ele foi para Coimbra, cidade boêmia, de estudantes e tudo mais… Mas, mais tarde, acabou por se apaixonar pela terra. Por um lado, sentiu necessidade de ajudar a família e, com isso, reencontrou-se, e fez, digamos, quase que as pazes com esse dilema inicial. E assim perdemos um engenheiro civil, porém ganhamos um grande senhor do vinho. Então, tenho esse grande orgulho, mas também essa grande responsabilidade”, conta Tiago Alves de Sousa, ao resumir a trajetória do pai, Domingos Alves de Sousa. O ano de 1987 foi quando Domingos decidiu deixar de lado a engenharia e “levar a família toda para o Douro”. “A partir daí fiz alguns cursos de formação…
